A balada da Tia e do sobrinho

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Em Westeros, há uma verdade absoluta: nada é impossível. Irmãos casam com irmãos, bastardos ressuscitam ao terceiro dia, criaturas mal-mortas avançam sobre o muro que divide o Mundo dos vivos do dos mortos, e dragões voam livres sobre os castelos das famílias que governam os 7 reinos.

Por isso, não parece complicado imaginar que uma tia se apaixone por um sobrinho, principalmente quando esta não sabe que é tia, nem ele que é sobrinho – dito isso, nem é suposto nós sabermos, pois não?

Mas este fim-de-semana, no universo criado por George R. R. Martin e, de forma mais ou menos fiel, recriado por David Benioff e DB Weiss, a Rainha que não o é, a mãe dos Dragões, perdeu um dos seus filhos. Não era o favorito, nem o mais importante. Mas, caramba, era filho na mesma. E a Rainha, nascida durante uma tempestade, chorou a morte do filho e o provável falecimento do sobrinho amado.

Só que, quase no fim, já o seu fiel escudeiro lhe dizia que estava na hora de regressar a casa, o sobrinho regressou ao forte. Moribundo, é certo. Mas, vivo, acima de tudo. Inconsciente e desgastado após uma inglória e inútil (?) missão de reconhecimento, o proclamado Rei do Norte, filho legítimo de um velho príncipe que morreu novo (embora quase ninguém o saiba…), chegou debruçado sobre o cavalo de um tio que convenientemente apareceu do nada no momento certo para um último sacrifício em prol dos vivos.

A Rainha estava lá quando o Rei acordou e agarrou-lhe as mãos. Ele pediu desculpa pela morte do filho. Ela disse que não faz mal. A Rainha ainda tem um valente exército e dois dragões – e pensará Sua Alteza que este arsenal chegará para as batalhas que aí vêm. O aperto intensifica-se, os olhares prolongam-se, e ela diz que não pode ter mais filhos. Ele acena em reconhecimento.

Enquanto a mãe prossegue a sua vida e segue o seu coração, o filho começa um novo capítulo nesta história. O poderoso Rei da Noite resgata o corpo do dragão das profundezas do lago congelado e devolve-lhe a vida, agora com uns maravilhosos olhos azuis.

E é nestes momentos de vitórias e derrotas, de conquistas e perdas, de vida e de morte, que a Rainha olha para o sobrinho, sem sonhar que ele o é, e canta-lhe esta cantiga do Padre João:

When my personal demons are screaming
And when my door of madness is half-open

You stand alongside
And say something to the effect
That everything’ll be alright soon, smoochie

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